Star War Scrum - Agilidade rebelde x Comando e controle do Império

Por Oscar Correia | 23/06/2018

Na saga Star War, o Império é claramente uma organização tradicional baseada em cascata, comando e controle, o famoso go horse e top down. Sua burocracia corporativa característica é dedicada à autoridade posicional, poder, prestígio e resultados previsíveis. Sua cultura é focada em sua própria importância e reafirma isso através da realização de projetos massivos. Seu objetivo é criar a ultimate weapon para que eles possam conquistar o universo através de um golpe único e destrutivo.

 Este tipo de organização grandiosa e auto importante que não compra a ideia de mudar seus hábitos e mentalidade, exibe as clássicas persianas corporativas em cascata que não toleram ou reconhecem falhas. Isso cria uma incapacidade para o Império aprender com seus fracassos, e assim continuará a repeti-los. Que chatice para eles, mas bom para nós, que conseguimos enxergar a esperança e mudanças mesmo no caos.

 Do outro lado do espectro, considere a agilidade da Resistência Rebelde, que continua a superar em atitudes e estratégias as manobras do Império, usando equipes pequenas e ágeis em um padrão iterativo, incremental e empírico. Eles exploram fraquezas sistemáticas que são reveladas através de conversas com conselheiros confiáveis. Os rebeldes aproveitavam as pessoas e as interações para inspecionar e adaptar-se rapidamente, aproveitando o terreno elevado diante do adversário.

 A insistência do Império em fazer a mesma coisa repetidamente, esperando um resultado diferente, entreteve gerações de fãs de Star Wars. Essa mesma mentalidade é nada menos do que enlouquecedora no mundo real. Lembre-se da cena em que Darth Vader pediu um relatório de status e a Estrela da Morte não estava operacional e atrasada? Como foi esse comparecimento? Para aqueles que são PMs tradicionais em grandes empresas, entendem o que é estar do lado oposto da mesa de Darth Vader quando esta pergunta é feita.

 Há um ditado na comunidade Ágil que você tem que construir seu próprio sabre de luz. O primeiro passo nesta jornada é libertar-se de uma mentalidade tradicional e rejeitar o lado sombrio para seguir um caminho mais iluminado. Aprenda com o exemplo do Império do mal de construir armas supremas que visam dominar o universo. Talvez, à medida que todos construíssemos nossos próprios sabres de luz, forjássemos uma nova ordem Ágil inaugurando uma era mais civilizada.  

 

 

Agilista e a força

Na resistência rebelde (agilidade) todos os membros são importantes para a causa, esses são os agilistas, eles sabem onde estão os problemas da equipe e sabem como remove-los, “Ser Jedi é encarar a verdade e escolher” – Yoda. Nesta nova jornada onde os valores do Scrum e o mindeset ágil são os midichlorians (eram formas de vida microscópicas inteligentes que viviam dentro das células e eram as responsáveis pela geração da Força nos corpos), elas ajudam na longa jornada do agilista, uns retornam ainda mais fortes fazendo coaching e mentoring, outros não irão retornar, aqueles que são mais prescritivos e menos pessoas, não gostam do termo agilista e combatem a forma como os rebeldes trabalham com Scrum, são os que na jornada voltaram diferentes, apenas seus nomes permanecem. “Para responder poder com poder, a maneira Jedi isso não é. Nesta guerra, há um perigo, de perder quem somos” - Yoda. Esses tem combatido desta maneira.

 É muito provável que você encontre outros colegas que gostem da abordagem Command and Control para gerenciamento e vão querer combater o Scrum para colocar outro framework a força. Comando e Controle não é o caminho do líder Scrum, o mesmo sabe usar vários frameworks, técnicas, dinâmicas e sabe ser cognitivo. “O medo é o caminho para o lado negro. O medo leva à raiva, a raiva leva ao ódio, o ódio leva ao sofrimento. ” -YODA.

 É uma coincidência que o modo como a Resistência Rebelde é organizada e esteja seguindo muito mais as visões modernas da organização e da equipe do que o Império, alguns exemplos: Membros da equipe voluntária para ajudar, equipes pequenas com um objetivo comum, trabalham sob pressão, adaptam-se as mudanças nas circunstâncias e aprendem com o fracasso.

 Soa familiar? Bem-vindo à Resistência Rebelde Ágil e que a força seja ágil. “Não! Não tente. Faça ou não faça. Não há tentativa. ” –YODA.

 

   

Oscar Correia      – Agile Coach / Scrum Master

                            – Graduado em Análise e Desenvolvimento de Sistemas

                            – Contribuidor no Project Management Institute

                            – Community Member Writer da Scrum Alliance

                            – Certificação: CSP / CSM / Lean Six Sigma / Scrum@Scale

                            – Palestrante

                            – Escritor contratado pela editora Tate Publishing, USA

 


Gostou do artigo? Compartilhe para que seus amigos também possam ler.